Anna Freud e a Arte de Defender-se: Como Reconhecer e Trabalhar Mecanismos de Defesa na Clínica
- Instituto Sul-Americano de Saúde Mental
- 22 de ago.
- 2 min de leitura

Anna Freud, filha de Sigmund Freud, consolidou e expandiu o conceito de mecanismos de defesa, descrevendo como o ego lida com conflitos internos e externos para proteger o indivíduo da ansiedade.
Seu trabalho é fundamental para terapeutas, pois compreender e identificar defesas permite intervir de forma mais precisa e respeitosa.
O Papel dos Mecanismos de Defesa
Os mecanismos de defesa são estratégias inconscientes utilizadas pelo ego para reduzir a tensão causada por impulsos, emoções ou pensamentos inaceitáveis.
Eles não são, por si só, patológicos — tornam-se problemáticos quando rígidos, exagerados ou inadequados à situação.
Reconhecê-los é essencial para compreender como o paciente mantém seu equilíbrio psíquico, mesmo que temporariamente.
Principais Mecanismos de Defesa segundo Anna Freud
Repressão – afastar conteúdos dolorosos ou inaceitáveis da consciência.
Projeção – atribuir a outra pessoa sentimentos ou pensamentos próprios.
Racionalização – justificar comportamentos ou emoções com explicações aparentemente lógicas.
Formação reativa – expressar o oposto do que realmente se sente para ocultar o verdadeiro afeto.
Sublimação – transformar impulsos inaceitáveis em atividades socialmente valorizadas.
Anna Freud destacou que essas defesas são adaptativas na infância, mas precisam evoluir para formas mais maduras na vida adulta.
A Importância da Observação Clínica
O terapeuta deve identificar defesas não para “quebrá-las” abruptamente, mas para compreender sua função naquele momento da vida do paciente.
Respeitar o ritmo do ego é crucial — confrontar defesas muito cedo pode gerar retraimento e interromper o processo terapêutico.
Aplicações Práticas para Terapeutas
Escutar além do conteúdo – perceber incoerências, mudanças bruscas de assunto ou excessos emocionais.
Mapear padrões defensivos – observar quais defesas aparecem com mais frequência.
Relacionar defesas a momentos de ansiedade – identificar gatilhos emocionais.
Facilitar a transição para defesas mais adaptativas – ajudar o paciente a encontrar recursos mais saudáveis de enfrentamento.
Ao compreender os mecanismos de defesa, o terapeuta amplia sua capacidade de acolher, interpretar e intervir, construindo um espaço seguro para que o paciente possa se abrir a novas formas de lidar com seus conflitos.
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