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Anna Freud e a Arte de Defender-se: Como Reconhecer e Trabalhar Mecanismos de Defesa na Clínica

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Anna Freud, filha de Sigmund Freud, consolidou e expandiu o conceito de mecanismos de defesa, descrevendo como o ego lida com conflitos internos e externos para proteger o indivíduo da ansiedade.


Seu trabalho é fundamental para terapeutas, pois compreender e identificar defesas permite intervir de forma mais precisa e respeitosa.


O Papel dos Mecanismos de Defesa


Os mecanismos de defesa são estratégias inconscientes utilizadas pelo ego para reduzir a tensão causada por impulsos, emoções ou pensamentos inaceitáveis.


Eles não são, por si só, patológicos — tornam-se problemáticos quando rígidos, exagerados ou inadequados à situação.


Reconhecê-los é essencial para compreender como o paciente mantém seu equilíbrio psíquico, mesmo que temporariamente.


Principais Mecanismos de Defesa segundo Anna Freud


  • Repressão – afastar conteúdos dolorosos ou inaceitáveis da consciência.

  • Projeção – atribuir a outra pessoa sentimentos ou pensamentos próprios.

  • Racionalização – justificar comportamentos ou emoções com explicações aparentemente lógicas.

  • Formação reativa – expressar o oposto do que realmente se sente para ocultar o verdadeiro afeto.

  • Sublimação – transformar impulsos inaceitáveis em atividades socialmente valorizadas.


Anna Freud destacou que essas defesas são adaptativas na infância, mas precisam evoluir para formas mais maduras na vida adulta.


A Importância da Observação Clínica


O terapeuta deve identificar defesas não para “quebrá-las” abruptamente, mas para compreender sua função naquele momento da vida do paciente.


Respeitar o ritmo do ego é crucial — confrontar defesas muito cedo pode gerar retraimento e interromper o processo terapêutico.


Aplicações Práticas para Terapeutas


  1. Escutar além do conteúdo – perceber incoerências, mudanças bruscas de assunto ou excessos emocionais.

  2. Mapear padrões defensivos – observar quais defesas aparecem com mais frequência.

  3. Relacionar defesas a momentos de ansiedade – identificar gatilhos emocionais.

  4. Facilitar a transição para defesas mais adaptativas – ajudar o paciente a encontrar recursos mais saudáveis de enfrentamento.


Ao compreender os mecanismos de defesa, o terapeuta amplia sua capacidade de acolher, interpretar e intervir, construindo um espaço seguro para que o paciente possa se abrir a novas formas de lidar com seus conflitos.


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Blog do Instituto Sul-Americano de Saúde Mental www.insme.com.br

 
 
 

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