Psicossomática: Quando o Corpo Traduz o Silêncio da Psique
- Instituto Sul-Americano de Saúde Mental
- há 12 horas
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O conceito de neurodiversidade propõe que condições como autismo, TDAH, dislexia e outras diferenças neurológicas não sejam vistas apenas como déficits ou distúrbios, mas como variações legítimas da experiência humana.
Na psicanálise, essa visão se alinha à ideia de que cada sujeito possui uma forma única de se estruturar e se relacionar com o mundo.
Além das Categorias Diagnósticas
Enquanto a psiquiatria se apoia em critérios diagnósticos objetivos, a psicanálise privilegia a escuta do sujeito em sua singularidade.
Isso significa que, mais do que encaixar a pessoa em um rótulo, o trabalho clínico busca compreender como ela vive, sente e significa sua experiência.
O diagnóstico pode orientar intervenções, mas não deve aprisionar o sujeito em uma identidade fixa.
Freud e Lacan: O Sujeito e a Estrutura
Freud abriu caminho para pensar a diferença na constituição psíquica, e Lacan reforçou que o sujeito não se reduz ao organismo ou ao comportamento.
Para Lacan, a posição subjetiva diante da linguagem, do desejo e do Outro é mais determinante que a categoria médica atribuída.
A Clínica com Sujeitos Neurodivergentes
O atendimento psicanalítico à neurodiversidade envolve reconhecer e respeitar modos singulares de comunicação, interesse e afeto.
Isso exige do terapeuta flexibilidade para adaptar o setting e criar um espaço onde a diferença não seja vista como falha, mas como expressão legítima.
Aplicações Práticas para Terapeutas
Escutar sem pressupostos – evitar interpretar comportamentos apenas pela lente do diagnóstico.
Valorizar interesses específicos – usá-los como pontos de acesso ao vínculo terapêutico.
Respeitar ritmos e formas de expressão – nem toda fala é verbal, e nem todo silêncio é ausência de comunicação.
Apoiar a autonomia – ajudar o paciente a se apropriar de sua singularidade como potência, e não apenas como limitação.
A psicanálise oferece à neurodiversidade um espaço de escuta livre de normas pré-estabelecidas, permitindo que cada sujeito construa sua própria narrativa e encontre modos de estar no mundo que façam sentido para si.
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