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Ansiedade e Angústia na Psicanálise: Como Compreender e Manejar na Clínica

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Ansiedade e angústia estão entre as queixas mais comuns no consultório, mas na psicanálise elas não são vistas apenas como sintomas a serem eliminados.


Elas são sinais importantes do funcionamento psíquico, indicando conflitos internos, desejos reprimidos e desafios na relação do sujeito com a realidade.


Freud e a Diferença entre Ansiedade e Angústia


Freud inicialmente usou os termos como sinônimos, mas depois passou a diferenciá-los.


A angústia foi entendida como uma reação do ego diante de um perigo percebido — interno ou externo — que ameaça a integridade psíquica.


Já a ansiedade passou a ser descrita como um estado afetivo ligado à expectativa de perigo, muitas vezes sem que a pessoa saiba nomear a causa.


Para a clínica, essa distinção ajuda a compreender se a emoção está ligada a um perigo real, simbólico ou a uma antecipação imaginária.


Lacan: Angústia sem Objeto


Lacan aprofundou o tema ao dizer que a angústia não é sem objeto, mas sim sem um objeto claro.


Ela se manifesta quando o sujeito se aproxima de algo muito íntimo e perturbador — um ponto onde as defesas não funcionam como antes.


Na prática clínica, isso significa que a angústia pode indicar que o paciente está tocando em conteúdos inconscientes relevantes para seu processo.


Sinais Clínicos de Ansiedade e Angústia


  • Queixas difusas de mal-estar ou “falta de ar emocional”.

  • Mudanças bruscas no tom de voz, respiração ou postura durante a sessão.

  • Relatos de insônia, tensão muscular ou preocupações constantes.

  • Uso intensivo de defesas como racionalização, evitação ou humor excessivo.


Aplicações Práticas para Terapeutas


  1. Escuta sem pressa – permitir que o paciente fale livremente, sem tentar nomear a emoção imediatamente.

  2. Explorar o contexto da sensação – investigar quando e como o sintoma aparece.

  3. Trabalhar a simbolização – ajudar o paciente a transformar sensações corporais em palavras.

  4. Observar resistências – notar quando o discurso muda de rumo ao se aproximar de temas angustiantes.

  5. Sustentar a angústia – em vez de eliminá-la rapidamente, usar o afeto como material de análise.


A psicanálise vê a ansiedade e a angústia não apenas como algo a ser controlado, mas como portas de entrada para a verdade subjetiva do paciente.


Saber escutá-las e manejá-las é uma habilidade central para qualquer terapeuta.


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Blog do Instituto Sul-Americano de Saúde Mental www.insme.com.br

 
 
 

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