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Melanie Klein e o Mundo Interno: Como as Relações Objetais Moldam a Vida Psíquica

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Melanie Klein revolucionou a psicanálise ao deslocar o foco para as experiências precoces, mostrando como as primeiras relações com figuras significativas moldam profundamente a vida mental.


Sua teoria das relações objetais é essencial para terapeutas que buscam compreender a raiz de angústias, padrões relacionais e mecanismos defensivos.


O Objeto na Psicanálise Kleiniana


Na psicanálise, “objeto” não se refere a coisas materiais, mas a representações internas de pessoas ou partes de pessoas que compõem o mundo interno do sujeito.

Para Klein, essas imagens internas, formadas desde os primeiros meses de vida, influenciam como nos relacionamos com os outros ao longo da vida.


Assim, um paciente não reage apenas ao terapeuta, mas à forma como o percebe através de suas representações internas — muitas vezes distorcidas pelas experiências iniciais.


Posições Esquizoparanóide e Depressiva


Klein propôs dois modos fundamentais de funcionamento psíquico:


  • Posição esquizoparanóide – predominante nos primeiros meses, marcada por divisão entre “objeto bom” e “objeto mau”, com uso intenso de defesas primitivas como cisão e projeção.

  • Posição depressiva – caracteriza-se pela integração das experiências boas e más em relação a um mesmo objeto, gerando sentimentos de culpa e desejo de reparação.


Essas posições não são fases superadas, mas formas de organização psíquica que podem ser reativadas em momentos de crise.


Fantasia Inconsciente e Pulsões

Para Klein, desde o nascimento o bebê vive em um campo de fantasias inconscientes alimentadas pelas pulsões de vida e de morte.


Essas fantasias organizam percepções, emoções e defesas, sendo fundamentais para compreender o comportamento clínico.


Aplicações Clínicas para Terapeutas


  1. Observar projeções e introjeções – entender como o paciente deposita aspectos de si nos outros ou incorpora aspectos dos outros em si mesmo.

  2. Identificar ansiedades persecutórias e depressivas – perceber qual posição predomina para adaptar intervenções.

  3. Facilitar a reparação simbólica – promover recursos para que o paciente reconcilie aspectos bons e maus do mesmo objeto.

  4. Trabalhar a integração – ajudar o paciente a tolerar ambivalências, fortalecendo sua capacidade de vínculo.


A abordagem kleiniana oferece ao terapeuta uma lente potente para compreender como experiências iniciais ressoam no presente e influenciam o modo como cada sujeito ama, sofre e se defende.


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Blog do Instituto Sul-Americano de Saúde Mental www.insme.com.br

 
 
 

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